Fazia faculdade de Engenharia da Computação, mas parei esse ano para me dedicar exclusivamente à música, o meu sonho. As vezes é preciso ter coragem para se tomar algumas decisões e essa foi uma delas, a final, é melhor saber que tentei do que passar o resto da vida me lamentando por não ter ao menos tentado.
Meu primeiro contado com a música foi com o meu pai, que se reunia com os amigos para tocar. Minha mãe conta que eu ficava no carrinho só olhando e prestando atenção em tudo. Meu pai tocou profissionalmente em uma banda paulista chamada The Jungles. Tocava teclado, ou melhor, ainda toca. Meu interesse pela música começou aí, aprendendo algumas coisas de teclado com ele. Logo depois fiz algumas aulas de flauta doce, com um professor de um centro espírita (1996).
Passei então para guitarra, onde fiz um ano de aula (1998) com o professor Marco, mas percebi que não era exatamente o que eu queria. Pedi, então, os conselhos e a opinião do meu pai sobre instrumentos e ele me sugeriu o contrabaixo elétrico. Passei uma semana inteira pesquisando, lendo e tocando baixo (no violão). Fiquei realmente encantado com o timbre e as possibilidades do instrumento. Na semana seguinte conheci meu professor de baixo, Michel Marciano, para uma aula experimental e, pela primeira vez, toquei em um contrabaixo (2004). Não tinha como ser diferente: fiquei ainda mais apaixonado pelo instrumento. Pouco tempo depois meu pai me deu um contrabaixo elétrico, Condor XB-42A (hoje transformei ele em flatness), de presente.
No meio dessa caminhada comecei a tocar sax tenor em uma orquestra organizada no meu colégio pelo professor Renato Vasconcelos, onde permaneci por um ano tendo aulas com o professor Asdrubow (2007).
Minha família, que não posso deixar nunca de agradecer, sempre apoiando, incentivando e acreditando neste trabalho me presenteou com meu atual contrabaixo, MusicMan Bongo 4. Hoje ainda faço aulas de baixo e de teoria musical; acho que é de fundamental importância saber o que se toca e não apenas como se toca.
Esta é a minha relação com a música, sempre experimentando e aprendendo novos ares. Tudo isso para que um dia, com o meus amigos, Tom e Rafael, eu possa transmitir uma mensagem de paz, e que este mundo seja ao menos um pouco melhor.

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